"Circular de cordão"
A obra nasce de um evento crítico: o momento em que a vida e o sufocamento coexistem. O título refere-se à condição clínica em que o cordão umbilical se enrola no pescoço do recém-nascido durante o parto, uma experiência vivida pelo próprio artista em seu nascimento. Sob a ótica do Candomblé, esse evento não é lido apenas como um risco médico, mas como uma marca de destino. A circular de cordão é compreendida como parte do Aiye (mundo físico) refletindo escolhas ou desafios designados pelo Orí (cabeça/destino), exigindo ritos de cuidado e intervenções espirituais para que o caminho se abra e a voz não seja calada.